História
dos Emblemas Japoneses.
Chamados de Ka-Mon (KA - "família
com próprias árvores genealógicas" e MON
"emblema" ou "brasão"), os brasões
de família japoneses guardam muita familiaridade com os brasões
encontrados em períodos similares na europa. Serve para distinguir
facilmente uma família de outra.
O mais antigo brasão de família
reconhecido na história japonesa foi encontrada no ano aproximado
de 1100, quando uma classe nobre, chamada Kuge, que servia ao imperador,
comecou a usar desenhos simbólicos de flores, plantas e outros
desenhos em seus pertences tais como carros, caixas, móveis
e roupa. Provavelmente um número limitado de pessoas de classe
superior utilizavam este expediente e eram facilmente distinguidos.
Ao final do século XII, senhores locais
(lordes), Bushi, começaram a ganhar mais poder no Japão,
em uma época de guerra. Da mesma forma como ocorreu na história
européia, era muito importante distinguir inimigos de aliados.
Emblemas em bandeiras ou faixas cumpriam um importante papel. No
entanto, o mesmo emblema apareceu tamb[em nos braços, armaduras,
capacetes, sela e em uma variedade de artigos. Quanto mais lordes
locais existissem, mais emblemas fossem criados.
Quando o shogunato de Tokugawa passou a controlar
toda a nação japonesa, no começo do século
XVII, encerraram-se todas as batalhas e a paz voltou. No período
seguinte, chamado Edo, o povo teve uma vida mais calma, em paz,
desenvolvendo uma cultura peculiar na era que durou 265 anos. Nestes
anos, o brasão de família espalhou-se por muitas pessoas
como uma identificação de família. Tradições
foram desenvolvidas no período Edo no estudo de genealogia
japonês e alguns deles sobreviveram aos tempos modernos, embora
com menor interesse das pessoas.
Na Europa, havia controle e registro do brasão.
No Japão, não havia nenhum controle legal, mas um
controle baseado no respeito. Por exemplo, o Brasão do Imperador
era uma flor de crisântemo de 16 pétalas e nenhuma
outra o utilizou ao longo do tempo. Exceções históricas
ocorreram, como o caso de Masashige Kusunoki, no século XIV,
que recebeu permissão especial para uso de uma versão
modificada da flor de crisântemo de 16 pétalas como
brasão como símbolo de sua própria família,
devido à sua dedicação ao imperador Godaigo.Outro
caso ocorreu no período Edo, sob shogunato Tokugawa, em que
o brasão de família se tornou tão familiar
que muitos passaram a utilizar a imagem da flor de crisântemo
de 16 pétalas. No período Meiji, no entanto, o governo
impôs a lei de que o crisântemo deveria ser utilizado
somente pelo imperador. Finalmente, outro caso ocorreu quando Takamori
Saigo, no século XIX obteve permissão especial do
Imperador Meiji para usá-lo.
Brasão Kiri/Paulownia
Esse símbolo é conhecido como
pertencente ao Shogun Hideyoshi Toyotomi e sua família. foi
criado para ser utilizado somente pela família imperial.
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À esquerda, o símbolo
utilizado somente por TAIKO Hideyoshi Toyotomi. Sua família
utilizou outras variações deste modelo. É
também conhecido que esse brasão de família
foi de uso exclusivo da família imperial, assim como
o "Kiku" (Crisântemo). |
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Referências Bibliográficas:
Japan Society of San Diego and Tijuana (World
Wide Web, "http://www.japan-society.org/crest_jssdt.html",
acessado em 04 de maio de 2004.
Japanese Family Crest Origin. (World Wide Web,
"http://www.netpersons.co.jp/kamon/origin.html", acessado
em 04 de maio de 2004).
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